Para fazer uma análise de SEO gratuita, você cruza os dados do Google Search Console com um rastreamento técnico do site e depois ordena os problemas pelo impacto que eles têm no ranqueamento. As ferramentas gratuitas para isso existem e são confiáveis, e o que falta à maioria das empresas é saber ler o relatório.
Quem roda um verificador online pela primeira vez costuma receber uma nota, dezenas de alertas vermelhos e nenhuma indicação do que resolver antes. O efeito é conhecido: horas gastas corrigindo detalhes que não mudam posição, enquanto a página principal do serviço continua fora do índice.
Neste guia, mostramos o que uma auditoria avalia, o passo a passo com ferramentas gratuitas e o critério que usamos para decidir o que corrigir primeiro. Esse critério, aliás, contradiz a ordem em que as próprias ferramentas apresentam os erros.
A análise de SEO gratuita cabe em três ferramentas e um critério de prioridade
Uma análise de SEO gratuita completa usa o Google Search Console para ver indexação e desempenho real, o PageSpeed Insights para medir velocidade e o Screaming Frog, na versão gratuita, para rastrear o site atrás de erros técnicos. Com os três relatórios em mãos, a análise termina em uma ordem de correção.
Essa ordem segue uma lógica de dependência entre os problemas:
- Primeiro vêm as páginas que o Google não consegue rastrear ou indexar, porque nenhuma otimização compensa uma URL fora do índice.
- Depois, as páginas que já aparecem nas buscas mas recebem poucos cliques, em que título e meta description mudam o resultado com rapidez.
- Em seguida, os problemas de velocidade e experiência nas páginas que concentram tráfego.
- Por último, os ajustes de backlinks e os alertas de boa prática, que raramente movem posição.
Esse processo cobre sites de pequeno e médio porte sem custo de software. O limite aparece quando o diagnóstico exige comparação com concorrentes, histórico de palavras-chave e leitura do mercado.
O que é uma análise de SEO e o que ela avalia no site?
Análise de SEO é o levantamento dos fatores técnicos, de conteúdo e de autoridade que impedem ou ajudam um site a aparecer nas buscas. Também chamada de auditoria de SEO, ela transforma a pergunta “por que não ranqueio?” em uma lista verificável de causas.
Ela importa porque ranquear é exceção. Um estudo da Ahrefs com cerca de 14 bilhões de páginas concluiu que 96,55% delas não recebem nenhum visitante vindo do Google (Ahrefs).
Publicar, portanto, não basta para ser encontrado. A auditoria mostra em qual etapa o site trava, se no rastreamento, no conteúdo ou na autoridade.
Quais são os três pilares de uma auditoria de SEO?
Toda auditoria de SEO olha para três camadas que dependem uma da outra:
- SEO técnico é a camada que permite ao Google rastrear, renderizar e indexar as páginas. Inclui sitemap, robots.txt, status das URLs, redirecionamentos, velocidade e versão mobile.
- Conteúdo e SEO on-page avaliam se cada página responde à intenção de busca do termo que disputa, com título, headings e texto coerentes com o que o usuário procura.
- Autoridade mede a reputação do domínio a partir dos links que outros sites apontam para ele, os chamados backlinks.
A sequência tem motivo. Um conteúdo excelente em uma página bloqueada pelo robots.txt não ranqueia, e backlinks para uma página lenta e confusa perdem boa parte do efeito.
Por isso a análise percorre técnico, conteúdo e autoridade, nessa ordem. Aprofundamos essa lógica no guia de SEO para indústrias e serviços, voltado a empresas com ciclo de venda consultivo.
Por que velocidade e responsividade entram na análise?
Velocidade e responsividade entram porque o Google avalia a experiência de página com métricas de usuários reais, as Core Web Vitals. Core Web Vitals são três indicadores que medem carregamento, resposta a interações e estabilidade visual.
Os limites considerados bons pelo Google são medidos no percentil 75 das visitas reais, separando celular e desktop (web.dev):
- O LCP (Largest Contentful Paint) deve ficar em até 2,5 segundos e mede quanto tempo o maior elemento visível leva para aparecer.
- O INP (Interaction to Next Paint) deve ficar em até 200 milissegundos e mede quanto a página demora a reagir a um toque ou clique.
- O CLS (Cumulative Layout Shift) deve ficar em até 0,1 e mede quanto o layout se desloca enquanto carrega.
O efeito vai além da posição. Dados do Google mostram que 53% das visitas em sites mobile são abandonadas quando a página leva mais de três segundos para carregar (Think with Google).
Para uma empresa de serviços, cada uma dessas visitas perdidas é um possível pedido de orçamento que nunca chegou ao formulário.
O que uma análise gratuita não mostra?
Uma análise gratuita mostra bem o que acontece dentro do seu site e pouco sobre o mercado ao redor dele. As versões gratuitas limitam dados de concorrentes, histórico de palavras-chave e volume de backlinks exibidos.
Na prática, você descobre que uma página tem título duplicado, mas não descobre se o concorrente da primeira posição cobre o tema com três vezes mais profundidade. Parte relevante dos problemas de ranqueamento está nessa comparação, e não em erros técnicos.
Ela também não mede se a empresa aparece nas respostas de IAs como ChatGPT e Gemini, o que exige verificação manual, como explicamos no guia sobre como ser citado pelo ChatGPT, Perplexity e Google AI. Com esses limites claros, o passo a passo abaixo cobre o que as ferramentas gratuitas entregam.
Como fazer a análise de SEO do site grátis em três passos?
A análise gratuita segue três passos: confirmar que o Google indexa as páginas certas, revisar os elementos on-page de cada página e checar o perfil de backlinks. Invertemos a ordem mais comum dos tutoriais e começamos pela indexação, porque ela condiciona todo o resto.
Antes do primeiro passo, faça um teste de dois minutos. Digite site:seudominio.com.br na busca do Google e compare o número aproximado de resultados com a quantidade real de páginas publicadas.
Resultado zero indica site fora do índice, e um número muito menor que o real indica indexação parcial. Detalhamos esse teste no conteúdo sobre por que uma empresa não aparece no Google.
Como verificar a indexação e o rastreamento do site?
O primeiro passo é abrir o relatório de Indexação de páginas no Google Search Console e ver quantas URLs estão indexadas e por que as demais ficaram de fora. O Search Console classifica cada exclusão por motivo, o que transforma um problema vago em uma causa específica.
Os motivos que mais pesam na análise são estes:
- Página excluída pela tag noindex, que instrui o Google a não indexar a URL. Em páginas de serviço, costuma ser resquício da fase em que o site estava em construção.
- Página bloqueada pelo robots.txt, arquivo que informa aos robôs quais áreas do site eles podem rastrear. Um bloqueio amplo demais esconde seções inteiras.
- Página rastreada, mas não indexada no momento, sinal de que o Google leu o conteúdo e não viu valor suficiente para incluí-lo no índice.
- Página alternativa com tag canônica adequada, que normalmente é comportamento esperado e não pede correção.
Confira também o sitemap. Sitemap é um arquivo XML que lista as URLs que você quer ver indexadas, e ele precisa estar enviado no Search Console, apenas com páginas válidas, sem redirecionamentos nem URLs com erro 404.
Se essa configuração ainda não foi feita, o guia sobre como colocar o site no Google mostra o processo do cadastro ao envio do sitemap.
Como avaliar títulos, meta descriptions e headings?
O segundo passo é revisar os elementos on-page de cada página indexada, começando pelas que já recebem impressões. O Screaming Frog, na versão gratuita, rastreia até 500 URLs e lista títulos, meta descriptions e headings em abas separadas (Screaming Frog).
Os pontos que conferimos em cada página são:
- A title tag, que deve conter o termo principal da página, ter até cerca de 60 caracteres e ser única no site.
- A meta description, que resume a oferta e convida ao clique. Ela não é fator direto de ranqueamento, mas influencia a taxa de cliques.
- A hierarquia de headings, com um único H1 alinhado ao título e H2 organizados pelas dúvidas reais do usuário.
- Os links quebrados, internos ou externos, que levam a páginas com erro 404.
- As imagens sem texto alternativo, que perdem contexto para o buscador e prejudicam a acessibilidade.
Um erro frequente nessa etapa é a canibalização, quando duas páginas do mesmo site disputam o mesmo termo. No Search Console, ela aparece como duas URLs alternando posição para a mesma consulta, e a correção costuma ser unificar as páginas ou diferenciar o foco de cada uma.
Como analisar o perfil de backlinks e os links tóxicos?
O terceiro passo é ver quem aponta para o seu site e se esses links fazem sentido para o seu mercado. O relatório Links do Search Console mostra os principais sites de origem e as páginas mais linkadas, e o Ahrefs Webmaster Tools amplia essa visão com métricas de autoridade.
Aqui muitas ferramentas gratuitas assustam mais do que ajudam, com listas de “links tóxicos” marcados em vermelho. A orientação oficial do Google é que a maioria dos sites não precisa rejeitar links, porque o algoritmo avalia sozinho em quais confiar (Central de Ajuda do Search Console).
O Google só recomenda a rejeição quando duas condições acontecem juntas: um volume considerável de links artificiais ou de spam e uma ação manual aplicada, ou provável, por causa deles. Fora desse cenário, o tempo rende mais conquistando links relevantes do que limpando links aleatórios.
Com os três passos definidos, falta escolher a ferramenta certa para cada um.
Quais ferramentas usar na análise de SEO gratuita?
Uma análise de SEO gratuita consistente combina o Google Search Console, o Google Analytics 4, o PageSpeed Insights, o Screaming Frog e o Ahrefs Webmaster Tools. Cada uma cobre uma parte da auditoria, e nenhuma delas entrega sozinha o diagnóstico completo.
| Ferramenta | O que analisa | Limite da versão gratuita |
| Google Search Console | Indexação, consultas, cliques, CTR e posição média | Gratuita para sites verificados |
| Google Analytics 4 | Comportamento após o clique e conversões | Gratuita |
| PageSpeed Insights | Velocidade e Core Web Vitals por URL | Uma URL por análise |
| Screaming Frog | Rastreamento técnico do site inteiro | Até 500 URLs por rastreamento |
| Ahrefs Webmaster Tools | Auditoria técnica, backlinks e palavras-chave | Sites verificados, 5.000 créditos de rastreamento por mês |
| Ubersuggest | Palavras-chave e auditoria básica | Consultas diárias limitadas |
O que o Google Search Console e o Google Analytics mostram?
O Google Search Console é a ferramenta gratuita do Google que mostra como o buscador enxerga o seu site, com páginas indexadas, consultas que geram impressões, cliques, CTR e posição média. É a única fonte com dados de pesquisa vindos diretamente do Google, sem estimativa.
Já o Google Analytics 4 complementa o Search Console ao mostrar o que acontece depois do clique, como páginas visitadas, tempo de engajamento e conversões.
Cruzar os dois revela, por exemplo, uma página que ranqueia bem e atrai visitas, mas não gera nenhum contato. Nesse caso o problema está na oferta ou na chamada para ação da página, e não no SEO.
Para que servem Ubersuggest, Ahrefs Webmaster Tools e Answer The Public?
Essas três ferramentas atendem a pesquisa de palavras-chave e a análise de links, com versões gratuitas limitadas:
- O Ahrefs Webmaster Tools, hoje chamado de Ahrefs Free, libera para sites verificados uma auditoria com mais de 170 verificações técnicas, dados de backlinks e palavras-chave, com 5.000 créditos de rastreamento por projeto ao mês (Ahrefs).
- O Ubersuggest oferece consultas diárias gratuitas para volume de busca, ideias de palavras-chave e uma auditoria básica do site.
- O Answer The Public organiza as perguntas que as pessoas fazem sobre um tema, o que ajuda a planejar conteúdo, embora a ferramenta não analise o site em si.
Das três, só o Ahrefs Webmaster Tools rastreia o seu domínio, então é ele que entra na auditoria técnica. As outras duas servem para a etapa seguinte, de descobrir quais termos e dúvidas o site ainda não cobre.
Quando usar o PageSpeed Insights e o Screaming Frog?
O PageSpeed Insights mede a velocidade e as Core Web Vitals de uma URL, enquanto o Screaming Frog rastreia o site inteiro atrás de erros técnicos. O primeiro diz se uma página é rápida, e o segundo diz o que está quebrado no conjunto.
No PageSpeed, preste atenção aos dois blocos do relatório. Os dados de campo vêm de usuários reais do Chrome e são os que o Google considera, e os dados de laboratório são uma simulação útil para descobrir a causa do problema.
Uma nota baixa em laboratório com dados de campo aprovados não é emergência. Já o Screaming Frog funciona como um robô de busca rodando no seu computador, e para sites de serviços e indústrias de pequeno e médio porte o limite gratuito de 500 URLs costuma cobrir o site inteiro.
Como interpretar o relatório de uma análise de SEO?
Interpretar o relatório é separar o que bloqueia o ranqueamento do que é apenas alerta de boa prática. As ferramentas tratam os dois com o mesmo destaque visual, e é nesse ponto que a maior parte das análises gratuitas se perde.
Por que a nota geral da ferramenta engana?
A nota de 0 a 100 que muitos verificadores exibem é uma média de checagens com pesos definidos pela própria ferramenta, e não pelo Google. Um site pode ter nota 90 e manter a página principal de serviço fora do índice, porque aquele único erro vale poucos pontos na conta.
Por isso, não usamos a nota como meta. Ela serve para comparar o mesmo site antes e depois das correções, dentro da mesma ferramenta.
Qualquer comparação de notas entre ferramentas diferentes, ou entre o seu site e o de um concorrente em ferramentas distintas, mede critérios diferentes e não indica quem ranqueia melhor.
Quais alertas costumam ser falso alarme?
Alguns alertas aparecem em quase toda auditoria e raramente justificam prioridade:
- Meta description ausente em páginas de baixa relevância, como política de privacidade e páginas de tag do blog.
- Títulos acima de 60 caracteres, que são cortados na exibição, mas continuam sendo lidos pelo Google.
- Links para páginas com redirecionamento 301, que funcionam normalmente e só pedem ajuste quando formam cadeias longas.
- Links marcados como tóxicos por métrica da ferramenta, sem nenhuma ação manual registrada no Search Console.
Nenhum desses itens é irrelevante, mas nenhum explica por que uma página não chega à primeira página do Google. Eles entram no fim da fila, depois do que realmente destrava posição.
Como saber se o SEO do meu site está bom após a análise?
O SEO do site está bom quando as páginas estratégicas estão indexadas, aparecem para os termos que representam o seu serviço e recebem cliques compatíveis com a posição. Quem responde isso é o relatório de Desempenho do Search Console, e não a nota da ferramenta.
Na leitura do Search Console, três sinais indicam um site saudável:
- As páginas de serviço aparecem entre as URLs com mais impressões, e não apenas artigos do blog ou a página inicial.
- As consultas que geram impressões têm relação com o que a empresa vende, incluindo as variações regionais.
- A posição média das páginas estratégicas melhora mês a mês, mesmo que ainda esteja longe do topo.
Como priorizar as correções pelo impacto no ranqueamento?
A correção com maior impacto é a que destrava páginas que já têm demanda, e não a que aparece primeiro na lista da ferramenta. Nos diagnósticos que conduzimos, seguimos esta ordem:
- Bloqueios de indexação em páginas de serviço, landing pages e páginas regionais.
- Páginas entre as posições 5 e 20 com muitas impressões, em que ajustes de título, conteúdo e links internos tendem a gerar ganho visível.
- Páginas com CTR abaixo do esperado para a posição, em que o problema está no título e na meta description.
- Core Web Vitals reprovadas nas páginas que concentram tráfego.
- Conteúdo ausente para termos que o público pesquisa e o site ainda não cobre.
- Alertas de boa prática e ajustes no perfil de backlinks.
Essa ordem reflete o que encontramos com frequência em sites de empresas de serviços e indústrias: boa parte do tráfego perdido está em páginas que o Google já conhece e posiciona mal, e não em erros técnicos isolados.
Quais sinais mostram que as correções funcionaram?
As correções funcionaram quando o Search Console registra aumento de páginas indexadas, de impressões e de posição média nas URLs corrigidas. Impressões respondem antes dos cliques, e cliques respondem antes dos leads.
Compare períodos iguais, como 28 dias contra os 28 anteriores, sempre filtrando pela página corrigida. Olhar o site inteiro dilui o efeito de uma correção pontual e pode esconder um resultado real.
Para ligar esses números a faturamento, as métricas de geração de leads B2B orgânica mostram o que acompanhar depois do clique.
Quando a análise gratuita deixa de ser suficiente?
A análise gratuita deixa de ser suficiente quando os problemas técnicos já foram resolvidos e o site continua sem ganhar posição. Nesse ponto, o gargalo costuma ser estratégico e envolve escolha de palavras-chave, arquitetura de conteúdo e autoridade frente aos concorrentes.
O que muda entre uma ferramenta e um diagnóstico especializado?
A ferramenta lista erros, e o diagnóstico decide o que construir. Em um projeto com uma consultoria ambiental do Paraná, a auditoria técnica foi só o ponto de partida.
O que moveu os números foi a combinação de páginas de serviço, páginas regionais por cidade, blog para cada etapa do funil e perfil do Google otimizado. Em 14 meses, o tráfego orgânico cresceu 812%, as palavras-chave no top 3 aumentaram 806% e as impressões no Google subiram 2.528%.
Nenhuma ferramenta gratuita teria indicado essa arquitetura, porque ela depende de entender o mercado do cliente, e não só o código do site.
Esse também é o motivo de tratarmos SEO e processo comercial como uma coisa só. Visibilidade que gera contato sem atendimento estruturado vira oportunidade desperdiçada, tema que aprofundamos ao comparar o custo por lead orgânico e pago.
Perguntas frequentes sobre análise de SEO gratuita
Existe análise de SEO gratuita confiável?
Sim. As ferramentas gratuitas do próprio Google, como o Search Console e o PageSpeed Insights, trabalham com dados reais do buscador e dos usuários do Chrome, o que lhes dá uma precisão que ferramentas de terceiros não alcançam sobre o próprio site.
O Screaming Frog, na versão gratuita, aplica as mesmas verificações técnicas da versão paga, até o limite de 500 URLs por rastreamento.
A confiabilidade cai nos verificadores online que entregam uma nota única a partir de uma URL. Esses sistemas analisam apenas a página informada, usam critérios próprios de pontuação e não têm acesso aos dados de indexação e desempenho que só o dono do site enxerga no Search Console.
Uma análise gratuita confiável depende, portanto, menos da ferramenta escolhida e mais da combinação de fontes. Ela reúne dados do Google para indexação e desempenho, um rastreador para erros técnicos e um critério de prioridade para decidir o que corrigir primeiro.
As etapas de um processo completo de diagnóstico, do levantamento técnico ao monitoramento, aparecem no conteúdo sobre como funciona uma assessoria de SEO.
Como analisar o SEO de um site concorrente de graça?
A análise gratuita de um concorrente é possível, mas com profundidade menor do que a análise do próprio site. O Search Console e o Ahrefs Webmaster Tools só liberam dados completos de domínios verificados, então o concorrente precisa ser estudado por outras vias.
O ponto de partida é a própria página de resultados do Google. Pesquisar os termos que representam o serviço mostra quem ocupa as primeiras posições, que tipo de página o Google prioriza para aquela busca e como os títulos e descrições são escritos.
O Screaming Frog pode rastrear o site do concorrente para revelar estrutura de páginas, títulos e headings. O PageSpeed Insights mede a velocidade de qualquer URL pública, e o Ubersuggest oferece, em consultas diárias limitadas, estimativas de palavras-chave e páginas de maior tráfego de outros domínios.
A comparação que gera ação é a de cobertura, ou seja, quais temas e serviços o concorrente trata em páginas próprias que o seu site ainda não tem. Essa lógica de cobertura temática é detalhada no guia de SEO para indústrias e serviços.
Com que frequência fazer uma auditoria de SEO?
A frequência depende do ritmo de mudanças no site. Para sites institucionais de empresas de serviços e indústrias, que mudam pouco, uma auditoria técnica completa a cada três ou seis meses costuma bastar, desde que o Search Console seja acompanhado mensalmente.
Algumas situações pedem uma auditoria imediata, fora do calendário:
- A migração de domínio, a troca de plataforma ou o redesenho do site.
- Uma queda brusca de impressões ou cliques no Search Console.
- A publicação de uma seção nova com muitas páginas, como páginas regionais ou um catálogo de produtos.
- Um alerta de ação manual ou de problema de segurança enviado pelo Google.
Sites com blog ativo e publicação semanal se beneficiam de verificações mais curtas, focadas em links quebrados, páginas não indexadas e canibalização entre artigos. Essas checagens levam pouco tempo quando o rastreador já está configurado.
A rotina de manutenção de um blog que gera leads, incluindo a auditoria técnica periódica, é descrita no conteúdo sobre blog corporativo para indústrias.
Preciso saber programar para fazer a análise de SEO?
Não. A maior parte de uma análise de SEO gratuita acontece em interfaces visuais, sem contato com código. O Search Console, o PageSpeed Insights e o Google Analytics exigem apenas login e verificação de propriedade do domínio, feita por registro no DNS ou por plugin no WordPress.
O Screaming Frog tem uma curva de aprendizado maior, mas o uso básico se resume a colar a URL do site, iniciar o rastreamento e navegar pelas abas de títulos, meta descriptions, headings e códigos de resposta.
O conhecimento técnico passa a ser necessário na etapa de correção. Ajustar o robots.txt, desfazer redirecionamentos em cadeia, reduzir o tempo de carregamento ou implementar dados estruturados pode exigir acesso ao servidor ou ao tema do site.
Uma divisão comum é o responsável pelo marketing conduzir a análise e priorizar os problemas, deixando para um desenvolvedor apenas os ajustes de código.
O cadastro e a verificação do site no Google, que não exigem programação, estão descritos no guia sobre como colocar o site no Google.
A análise de SEO gratuita avalia o Google Meu Negócio?
Não. As ferramentas de análise de site não avaliam o Perfil da Empresa no Google, antigo Google Meu Negócio. Esse perfil é analisado separadamente, porque define a presença no Google Maps e no bloco de resultados locais, que seguem critérios próprios de ranqueamento.
A análise gratuita do perfil pode ser feita pelo próprio painel do Google, com uma verificação manual dos pontos principais:
- A categoria principal e as secundárias coerentes com os serviços prestados.
- O nome, o endereço e o telefone idênticos aos que aparecem no site e em diretórios.
- O volume, a frequência e a resposta às avaliações de clientes.
- As fotos, a descrição e os serviços cadastrados e atualizados.
O painel mostra ainda as pesquisas que levaram ao perfil e as ações dos usuários, como ligações, pedidos de rota e cliques para o site. Esses dados complementam o Search Console, porque o usuário pode ligar ou traçar a rota direto pelo perfil, sem passar pelo site.
O papel das avaliações no posicionamento local está no conteúdo sobre como conseguir avaliações no Google.
Quanto tempo leva para ver resultado depois das correções?
O prazo varia conforme o tipo de correção. Problemas de indexação resolvidos, como a remoção de uma tag noindex, costumam refletir em dias ou poucas semanas, porque dependem apenas de um novo rastreamento, que pode ser solicitado pela inspeção de URL do Search Console.
Ajustes on-page em páginas que já ranqueiam, como título e conteúdo, tendem a aparecer em algumas semanas, com o aumento de impressões antes do aumento de cliques.
Ganhos de posição para termos competitivos, que dependem de autoridade e de novos conteúdos, levam meses. Em sites com alguma base técnica, os primeiros leads orgânicos consistentes costumam surgir entre três e seis meses, e em sites novos o prazo se estende para seis a doze meses.
Os fatores que mais pesam nesse tempo são a frequência de rastreamento do site, a competitividade dos termos e a consistência das publicações. A curva de maturação do canal orgânico, comparada à do tráfego pago, é analisada no conteúdo sobre SEO e tráfego pago para indústrias.
O que fazer quando a análise encontra muitos erros?
Um volume alto de erros é comum na primeira análise e não significa que o site esteja comprometido. Ferramentas de auditoria contam cada ocorrência separadamente, então um único problema no modelo do site, como um título duplicado em todas as páginas, pode gerar centenas de alertas.
O primeiro passo é agrupar os erros pela causa, e não pela quantidade. Centenas de ocorrências costumam se resumir a poucos ajustes no tema, no plugin de SEO ou nas configurações do servidor.
Depois, os grupos são ordenados pelo impacto no ranqueamento:
- Os bloqueios de rastreamento e indexação em páginas estratégicas.
- Os erros em páginas que já recebem impressões no Search Console.
- Os problemas de velocidade nas páginas com mais tráfego.
- Os alertas de boa prática em páginas secundárias.
Corrigir primeiro o que afeta páginas com demanda gera resultado mais cedo e evita semanas de trabalho em alertas de baixo efeito. Quando os erros impedem até que o site apareça nas buscas, o diagnóstico começa pelos testes descritos no conteúdo sobre por que uma empresa não aparece no Google.
Receba um diagnóstico gratuito do SEO do seu site
Uma análise de SEO gratuita resolve bem a primeira camada do problema, com indexação, erros técnicos e elementos on-page, desde que as correções sigam a ordem de impacto e não a ordem da lista.
Quando o site já está tecnicamente limpo e continua sem posição, a pergunta passa a ser estratégica. Se você quer entender o que trava o crescimento orgânico da sua empresa, conheça nossa assessoria de SEO e GEO e solicite um diagnóstico gratuito com a nossa equipe.


